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As mídias digitais mudaram os hábitos de consumo e comportamentos da sociedade e vêm ganhando cada vez mais espaço na vida escolar. Por isso, gerir redes sociais com planejamento e atenção é o caminho para que as instituições de ensino tenham destaque em um mercado competitivo.

A cultura digital, uma das competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), se fortalece e modifica a maneira como nos comunicamos, bem como as linguagens que utilizamos. O avanço da tecnologia acelerou este processo, fazendo com que o mundo esteja ainda mais conectado. 

Neste cenário, as mídias se tornaram parte intrínseca das relações sociais, alterando constantemente a forma com que a comunicação humana acontece.

Por que gerir as redes sociais da instituição

Com essa análise, conseguimos entender o grande impacto que essas plataformas possuem no cotidiano, além de seu incontestável potencial para transformar relações entre os indivíduos de uma sociedade em constante mudança. 

Mas como utilizar esse recurso a favor da escola, garantindo a eficiência dos processos e a atração de novos alunos? Acompanhe este artigo e confira seis dicas práticas.

Ao gerir redes sociais, as escolas ganham aliadas 

Antes de mais nada, é importante lembrar que, além de serem canais que auxiliam grandes e pequenas empresas a engajar o público, as plataformas digitais são excelentes para venda e atração em diferentes segmentos.

No ambiente escolar, não seria diferente! Ao ser inserida nesse meio digital, a instituição de ensino consegue se aproximar do público, criar prova social, mostrar resultados satisfatórios, expandir o vínculo com os pais e potencializar a captação de novos alunos.

No entanto, da mesma forma cuidadosa com que olhamos para a organização das instalações da escola, devemos nos atentar ao que se posta nas mídias, à linguagem utilizada, aos comentários deixados nas páginas on-line e mais:

Ao contrário do que muitos acreditam, gerir redes sociais não é apenas fazer desse espaço um mural de fotos de eventos. É preciso dialogar com os públicos que consomem as informações da instituição. 

Veja, abaixo, algumas orientações para construir tudo isso:

1. Conte com um profissional ou equipe especializada para gerir redes sociais

Para começar, é necessário que haja uma pessoa ou equipe responsável por tratar das redes sociais. Um ponto importante é contar com um profissional que tenha experiência com esses ambientes, saiba analisar dados, buscar informações e produzir conteúdos adequados.

Vale também contratar agências de marketing digital para orientar e direcionar essas ações, seguindo os objetivos e critérios da escola. 

2. Aposte em novos formatos e plataformas de mídia

Os jovens querem encontrar informações dinâmicas que falem sua linguagem e sejam interessantes para suas necessidades. 

Por isso, criar um blog, podcasts, espaços de memes e humor, desafios, espaços de trocas entre os estudantes, ou para que eles contribuam com materiais, são algumas sugestões para dialogar com esse grupo e conquistar novos alunos.

3. Comunique os objetivos da instituição de ensino

Durante o ano letivo, os familiares desejam estar antenados com o cotidiano de seus filhos, precisam enxergar nas ações pedagógicas promovidas o pleno desenvolvimento das crianças e jovens.

Para isso, como pontuado mais acima, não basta apenas criar um espaço com fotos de atividades da escola, é necessário que essas imagens comuniquem os reais objetivos das propostas e o que se está oferecendo no dia a dia escolar.

Dessa forma, as fotos precisam ser feitas com o olhar atento de quem cuida das redes sociais. Já o texto que acompanha o registro deve ser assertivo e breve, falando dos objetivos da ação e de como contribui para a formação integral.

4. Gerir redes sociais com consistência

Outro ponto fundamental para gestão das redes sociais da escola com qualidade e segurança é a consistência. A regularidade das publicações (dias, horários e assuntos) é um fator a ser observado no momento do planejamento do trabalho com as redes

Isto envolve os grupos internos e externos que começam a perceber a dinâmica da escola no espaço on-line e faz com que se tornem consumidores assíduos dessas informações.

5. Atente-se aos problemas e comentários negativos

Outra tarefa para quem deseja gerir redes sociais é identificar problemas que envolvam o nome da escola, situações negativas com os alunos, falas descontentes e problemas de relacionamento que possam estar sendo expostos. 

Seja em mensagens privadas, seja em comentários nas redes sociais, não se deve deixar sem resposta. É preciso mostrar um posicionamento e tomar providências.

Quanto mais rápido um problema é detectado e se dá uma resposta, menos danos isto pode causar para a imagem do estabelecimento de ensino e, principalmente, para as pessoas que fazem parte da comunidade escolar.

6. Explore o marketing digital para atrair alunos

As redes sociais também são ferramentas de grande valia para a captação de novos alunos. Aqui, o apoio de uma empresa de marketing digital pode oferecer recursos e direcionamentos que darão bons resultados.

Caso não seja possível obter esse serviço, o responsável pela escola, junto com a direção e a coordenação, pode criar um calendário de ações para captação de estudantes, seguindo duas orientações básicas:

Parece simples gerir redes sociais na escola, mas é tarefa que requer muita atenção, por se tratar de outras salas que fazem parte da instituição. 

Cuidar do que se fala, do que se mostra, do que se prega, das pessoas com quem convivemos, respeitar a pluralidade e ofertar espaços democráticos são ações que devem estar em nosso radar, virtualmente ou presencialmente. 
E para receber apoio completo em todas as etapas, conheça já a plataforma de conteúdos da SM Educação, com materiais gratuitos e exclusivos para gestores em suas atividades escolares e nos processos administrativos.

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As notícias estão invadindo as salas de aula. Como ensinar a ter senso crítico e checar a veracidade das informações das redes sociais, antes de assimilá-las ou compartilhá-las?

Segundo o “Aos Fatos”, site brasileiro que faz a checagem de notícias, o primeiro passo é verificar a atribuição de fonte para saber de onde a informação veio, se veio de um site jornalístico ou de uma universidade renomados. No entanto, não é fácil reconhecer quando um site é verdadeiro, muitos websites piratas tentam copiar as páginas de entrada de sites oficiais.

Uma dica importante está em relação ao alto grau de adjetivação em títulos e textos falsos ou sensacionalistas. Os jornais sérios possuem normas claras de não adjetivar absolutamente nada. Exageros como “a maior impunidade de todos os tempos” denota o não compromisso com a exatidão das informações.

Lembrar que existem interesses comerciais e motivações desconhecidas por trás das notícias também é sempre prudente.

Com isso, retornamos aos tempos da dialética onde a transmissão e memorização de conhecimento não são tão importante quanto o questionamento e o entendimento crítico do mundo em que vivemos.

Ainda segundo o “Aos Fatos”, existem seis diretrizes básicas na checagem de informações:


FONTES CONFIÁVEIS

Veículos conhecidos são mais confiáveis. Mas é preciso checar o endereço. Online é muito fácil replicar a identidade visual de qualquer veículo.

QUESTIONE

A fonte é uma instituição de credibilidade? Qual foi a metodologia usada para chegar àquele resultado? Tente responder perguntas desse tipo antes de compartilhar.

REFERÊNCIAS

Se houver link externo, que leve para a fonte original daquela informação, melhor.

LINGUAGEM

“Petralha”, “coxinha”, “golpista”

Muitos adjetivos ou conotação pejorativa tendem a indicar textos falsos ou distorcidos. Recorra a fontes com linguagem mais equilibrada.

QUEM ASSINA O TEXTO?  É POSSÍVEL CONTATAR O SITE?

Confira se há o expediente do veículo, e-mail, endereço físico ou telefone.

REDES SOCIAIS SÃO UM COMEÇO, MAS NÃO A MELHOR FONTE

Fonte é a pessoa ou instituição que presta informação qualificada.

Notícias: Pare, olhe e pense.

E na dúvida, não compartilhe.

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